Personalidades
 
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Sílvio Monteiro

Nasci em Porto Alegre, na Av. do Forte em 18 de Setembro de 1961. Em seguida fomos para a Lomba do Pinheiro e por volta de 1963, fomos morar no Parque Índio Jary, na Av. Paraguaçu. Ali também foi pouco tempo. Depois mudamos para a rua Minas Gerais, 258 – na Monte Alegre, onde fomos um dos primeiros moradores.
Na época, o fim da linha do Monte Alegre era no Campo de Futebol. Eram uns ônibus que hoje seriam feios, pois eram arredondados (Carroceria Eliziário). Havia também um bem pequeno, que foi apelidado de "Liquinho".

Supermercado não havia e as compras eram feitas no Sete Irmãos da parada 40.
Ainda na Monte Alegre meu pai comprou uma charrete e certa vez subimos o morro Santana. Mais tarde trocou por um Austin azul e devido a muitos “acidentes” meu pai desmontou totalmente e vendeu por uma quantia simbólica as peças. Certa vez, na curva do Morro (onde hoje tem o bairro Três Figueiras), uma das rodas traseiras se soltou e vimos ela passar a nossa frente e lembro que alguém perguntou: “Ei, aquela não é nossa uma de nossas rodas?”. O carro parecia assombrado.
Um dos momentos fantásticos foi quando meu pai comprou a primeira TV. Acho que a primeira na Monte Alegre pois a casa enchia nos finais de semana. Era uma Caravele de 26 polegas. O pior é que a TV ficava no quarto. Adorávamos ver os programas de auditório locais que passava no domingo, como o “Show do Gordo”, as lutas entre outras.
Com mais de 7 anos comecei a estudar na Escola Municipal Ricardo Faicker Nunes, onde conheci uma das pessoas mais importantes de minha vida pela qual me apaixonei como toda criança. Era minha professora Leda Grassi que me ensinou a ler. Querida, amada, linda... Bons tempos aqueles. Ainda guardo com carinho meu primeiro livro “As Feerias Com Vovô”.
Na época ganhei o apelido de Cientista Maluco devido as idéias malucas. Uma das ultimas, já com 9 anos, juntamente com outro conterrâneo (Carlos Eduardo Polesso Guimarães), desenhamos um disco-voador movido a gasolina. O pai dele tinha uma oficina e seria fácil conseguirmos o “potente” combustível que poria em órbita a nave. Sorte que o projeto foi abandonado (senão não estaria aqui agora!).
Em 1972 fui estudar no Alberto Pasqualini onde também na 8ª Serie, eu e mais três colegas também aqui de Viamão, criamos uma “Produtora da Vídeo”, a Equipe Nacional. Usávamos um Episcópio - espécie de projetor que projeta fotos. Levávamos uma caixa de som Cadensa e passávamos imagens do Sistema Nervoso, Transito entre outras ao som do “Time” de Pink Floyd. A equipe era formada por mim, o Carlos Eduardo Polesso Guimarães (Carlite), Darci José da Silva e João Luiz Siqueira. Sei que passamos nossos “filmes” até mesmo no Walter Jobim.
Mais tarde, apos terminar o curso de contabilidade no Isabel de Espanha, iniciei um Curso de Engenharia Eletrônica na PUC mas depois de 2 anos tive que abandonar, pois meu salário estava totalmente comprometido com a mesma. Em seguida fui aprovado na UFRGS no curso de Geografia Noturno e com a morte de minha mãe e com meu casamento (1996), acabei trancando o curso. Mas pretendo um dia voltar.
Com o fim da RFFSA na mesma época, onde trabalha a mais de 15 anos, transformei a fotografia em profissão. Mais tarde comprei uma Filmadora e comecei também a gravar festas e eventos. Com achegada da Web em 1996, não foi difícil pra mim ver que tudo estava relacionado e que convergeria em breve para apenas uma coisa em comum. Desta forma, já em 1997 eu trabalhava com fotografia, vídeos e web. Claro que na época não se colocava vídeos on line como hoje.
Hoje trabalho praticamente com imagem e dedico praticamente mais de 15 horas por dia a isso. Tenho dois sites, um já estabilizado que é o Viamão Hoje (www.viamaohoje.com.br) e outro em gestação que é a Televia.TV (www.televia.tv), que visa a instalação de uma TV local (Via Web, Via UHF, Digital por celular etc). Alem dos sites tenho alguns Blogs claramente em meu nome e outros um pouco disfarçados. Não abro mão das novidades como o Orkut e MSN, que também sou viciado com mais de 5 contas que em alguns momentos, abro ao mesmo tempo.
Minha visão de futuro é que o mundo não vai se distanciar da Web e a cada dia tudo irá convergir para ela. Acredito que no máximo em 10 anos todos que nascerem já ganharão um pequeno aparelho semelhante a um celular mas com mais potencia que um cpmputador de hoje, que terá tudo o que existe hoje em matéria de mídia, talvez gratuitamente, algo tão indispensável como as roupas que usamos hoje.
Podemos comparar a web como a criação da imprensa por Gutemberg que no inicio parecia que somente os ricos poderia ler ou mesmo escrever algo em papel. Talvez a web fique ligada a vida de todos por mais 100 ou 500 anos mas com certeza algo irá substituir ela por algo melhor, como uma espécie de rede telepática sem a necessidade de ferramentas e energia, onde não apenas poderemos falar e ver as pessoas via MSN, mas poderemos até mesmo senti-las.

Seus sites e blos na internet:
www.viamaohoje.com.br
www.televia.tv