Personalidades
Maurício Carravetta
Maurício Carravetta nasceu no dia 16 de abril de 1980 e é filho de Jurema Vera Carravetta e Julio Cesar Carravetta. Maurício sempre morou em Viamão, no bairro Santa Isabel. Cursou o 1º grau na escola Adventista de Santa Isabel, onde foi até Desbravador (escoteiro), o 2º grau no Instituto Marista Graças e é formado em Geografia (Arte da Guerra) pela Universidade Luterana do Brasil. Acompanhou o crescimento da Santa Isabel, andava de cipó quando só havia árvores aqui, jogava muito futebol nos vários campos de bica na época, andou de Rodovilas, Viu asfaltar a Avenida Liberdade, entre outras coisas, viu toda a passagem da Santa Isabel de vila para o maior bairro do município de Viamão.
O interesse de Maurício pela informática teve influência dos seus tios, os quais já trabalhavam na área. Aos 16 anos ele fez um curso técnico de informática, e outros cursos ligados na área, o que era apenas um hobby passou a ser sua profissão.

No ano de 2000, ele e sua mãe montam a escola profissionalizante Micros & Methodos, e então nosso colunista passa a destinar grande parte do seu tempo e de seu empenho para o sucesso da escola. Ele diz “A minha empresa é tudo para mim. Gosto de fazer o que faço, tenho prazer de transmitir conhecimento, ser uma empresa capaz de ser um agente transformador positivo na vida das pessoas, produzir mão de obra realmente qualificada para o mercado de trabalho, isso me traz muita alegria, em estar sendo útil para meu município e para meu país”.

As perspectivas de Maurício em relação a Viamão são boas, mas poderiam ser muito melhores: “ Nos últimos 5 anos o empresariado viamonense tem mudado a sua mentalidade, os meios de comunicação valorizam os aspectos comerciais, históricos e turísticos de Viamão, tudo isso só faz crescer a nossa cidade. O mercado viamonense está crescendo, mas comparado com outros municípios da região metropolitana é muito pouco. Hoje ter uma empresa em Viamão não é fácil, pelo fato de ainda sermos uma cidade dormitório onde as pessoas gastam em Porto Alegre e não aqui, comércio local abandonado e sem incentivo, e também pelo próprio viamonense não acreditar no comércio local, onde existem excelentes produtos e serviços, mas esbarra no descrédito por serem nativas daqui. Só empresas de fora são valorizadas.

O Brasil investe praticamente nada em tecnologia, mas Viamão está localizado do lado do futuro CEITEC (Centro de Excelência em Tecnologia Avançada) que trabalha na área da microeletrônica, na fabricação de microchips, estando geograficamente do lado temos que tirar proveito disso. Viamão é um grande produtor de arroz , pesquisas mostram que estão criando processadores através da sílica do arroz, altamente condutora, mais que os processadores de silício norte americanos. Viamao tem coisas boas sim, mas fico muito triste porque nunca vi nenhum governo local investir em tecnologia na cidade, não temos nem cabo da net passando aqui, tem locais que não tem nem sinal ADSL, um absurdo, como vamos ser atrativos para grandes empresas estando sem estrutura alguma. Meu sonho de uma Intel, IBM, Motorola empresas que dominam tecnologia de ponta nunca vão querer localizar-se e investirem aqui por mais incentivos que recebam. Outros países crianças com 7 e 8 anos desenvolvem robôs nas escolas, aqui e no Estado não temos nem professores, para mim isso é o fim.

Eu luto por Viamão, meu objetivo é fazer uma empresa referencia em tecnologia da informação para Região Metropolitana, trazer pessoas de outros lugares para o município, fazer um nome positivo para cidade. Parar de aparecer o nome Viamão apenas nas páginas policiais dos jornais. Maioria dos meus amigos de infância e adolescência hoje tem negócios na Santa Isabel, minhas idéias e sentimentos são as mesmas deles pelas conversas que temos, para minha geração que nasceu e se criou aqui é triste ver potencial na cidade e ver nossa terra como filme de Faroeste. Maurício termina dizendo: “ Além de acreditar muito em Deus, acredito que as pessoas tenham que ser simples e boas de coração, para que assim consigam as coisas que almejam”.