Personalidades
Willy Wottrich
Willy Wottrich é uma das pessoas responsáveis pelo início da Santa Isabel. Junto a sua esposa, Martha Dressler Wottrich, Willy trabalhou no Armazém Santa Isabel, apelidado de Armazém Azul, e ainda, na Madeireira Santo Onofre. Pai de Guinther, 43 anos e Édson, 33, Willy Wottrich tem seis netos: Fábio, Lisiane, Vanessa, Andrews, Andressa e Rafael, e duas bisnetas, Bruna e Eduarda.

Entrevista concedida à Revista Santa Isabel

Revista da Santa Isabel: O senhor nasceu em qual cidade?
Willy Wottrich:
Eu nasci em Ijuí, no dia 21 de novembro de 1929. A Martha nasceu em Cachoeira do Sul, no dia 18 de novembro de 1928, morou em Ijuí por sete anos, quando nos conhecemos. Casamos aqui na Santa Isabel.
Revista: Quando o senhor veio para a Santa Isabel e por quê?
Willy:
Eu vim para passear, naquela época a minha irmã Hilda morava ali na Augusta. Era o ano de 56 e eu tinha 27 anos.

Revista: O que o senhor fazia lá em Ijuí?
Willy:
Trabalhava em uma firma atacadista varejista. Depois eu fui garçom na Sociedade Ginástica Ijuí, quando juntei o dinheiro que usei para comprar os terrenos daqui.

Revista: Qual a impressão que o senhor teve da Santa Isabel?
Willy:
Tinha uma meia dúzia de casas, mas eu gostei e resolvi ficar.

Revista: O Armazém “Azul” foi o primeiro comércio na Santa Isabel?
Willy:
Sim, além do armazém havia apenas a Madeireira do Grassi. Depois com o tempo foi surgindo outros comércios por aí.

Revista: Qual foi a sua participação na criação da SOGISI?
Willy:
Tudo começou comigo, o Valdomiro Susin e o Bruno Brum. Mais tarde, estabelecemos uma diretoria, eu, o Renato Kerkhoff, o Manuel Elyseu e mais algumas pessoas. Presidente não tinha, mas depois eu fiquei como presidente.

Revista: Quando o senhor saiu definitivamente da SOGISI?
Willy:
Foi em 97, quando fiquei doente e não pude mais participar.

Revista: De que forma o senhor ajudou a construir a Sociedade?
Willy:
Quando fizemos a SOGISI nova, eu comprei direto dos fabricantes o material para a construção do prédio.

Revista: E a família, ficou em Ijuí?
Willy:
Eu trouxe os pais e minha irmã mais nova, todos falecidos.

Revista: Quem era o seu melhor amigo?
Willy:
O Lauro, sempre ficava aqui no balcão do armazém.

Revista: Com quem mais o senhor se dava bem?
Willy:
O José Grassi, o Antônio Furlan, todos que estavam aqui quando cheguei.

Revista: Foi muito difícil o senhor se adaptar?
Willy:
Lá era mais ou menos a mesma coisa que aqui. Não foi tão difícil.

Revista: O senhor fazia o que na SOGISI?
Willy:
Jogava bolão, participava dos bailes e outras coisas.

Revista: Como começou a SOGISI?
Willy:
No começo era só o salão, depois veio o bolão, isso tudo no prédio antigo. O futebol começou na década de 70, com a construção do novo prédio.

Revista: E seus filhos estudaram nas escolas daqui?
Willy:
Eles estudaram na Escola Paroquial, no Alberto Pasqualini e também no Isabel de Espanha

Revista: Como o senhor vê a Santa Isabel hoje?
Willy:
É uma cidade.

Revista: O que melhorou e o que falta ainda para o bairro?
Willy:
Antigamente não tinha telefone, o ônibus era precário, somente dois. Agora é tudo pertinho. O que falta é hospital.

Revista: Onde vocês compravam a mercadoria para o armazém?
Willy:
No atacado, em Porto Alegre. Naquela época não existia a mercadoria empacotada, era tudo vendido à granel. O feijão, arroz, batata, era tudo vendido nos sacos.

Revista: Como era a segurança aqui?
Willy:
Existia a guarda à noite, eram dois guardas pagos pelos moradores.

Revista: Além do senhor, da dona Martha e dos seus filhos, teve mais alguém da família que trabalhou junto no armazém?
Willy:
Foram quatro sobrinhos meus que vieram para cá me ajudar. O primeiro foi o Lindolfo, que ficou um bom tempo comigo, sendo uma espécie de braço direito. Ele abria a loja, fechava, controlava tudo direitinho. Depois veio a Vilma, a Marlene e por último, o Alberto.

Revista: E a Madeireira Santo Onofre como começou?
Willy:
Eu e o Aneldo (meu cunhado) compramos a madeireira que já existia no local(onde hoje funciona o bar H2O), uma casa de madeira, depois compramos o terreno da esquina e fomos construindo o resto da madeireira. Era uma sociedade entre nós.

Revista: Até que ano a Madeireira ficou funcionando?
Willy:
Dezembro de 95. De 68 a 95, 27 anos de madeireira.

Revista: O senhor lembra como era a saúde na época em que chegou aqui?
Willy:
Tinha só uma farmácia e um médico particular, pois fora isso, só em Porto Alegre. A farmácia ficava ali onde está a loja Medeiros hoje, e atrás dela tinha o consultório do doutor Carvalho.